
WMS (Warehouse Management System, ou sistema de gerenciamento de armazém) é o software que controla a operação de um armazém: onde cada produto está, quem faz cada tarefa e em que ordem, do recebimento à expedição. Em vez de depender de planilhas e da memória da equipe, o armazém passa a trabalhar com endereços, listas de tarefas e leituras de código de barras que atualizam o estoque no momento em que a operação acontece.
Neste post, você vê o que é um WMS e os outros nomes que ele recebe, como ele funciona etapa por etapa, o que acontece quando algo foge do previsto, como ele se relaciona com ERP, WES, WCS, TMS e YMS e em que momento vale ter um.
WMS é a sigla de Warehouse Management System, o sistema que gerencia as operações de um armazém desde a entrada das mercadorias até a saída para o transporte. Em português, a mesma categoria de software aparece como sistema de gerenciamento de armazém, sistema de gerenciamento de armazenagem, software de gerenciamento de armazém e, em alguns textos, sistema de administração de depósitos. São nomes diferentes para a mesma ideia, como mostra a definição do Computer Weekly Brasil.
Três coisas distinguem um WMS de uma planilha ou de um módulo de estoque comum:
Um WMS conduz o produto por seis etapas, e cada uma delas deixa um registro que alimenta a seguinte. A ordem exata muda de operação para operação, mas o caminho é este:
O que une as seis etapas é o saldo por endereço, lote e validade. Cada leitura de código de barras atualiza esse saldo, e é ele que permite ao sistema decidir de onde separar e quando repor.
A diferença de um WMS aparece nas exceções: o produto que não está no endereço, o estoque que acaba no meio da separação, a posição de picking que esvazia. Um sistema sem esses tratamentos obriga o operador a improvisar, e a improvisação é onde o saldo deixa de bater com o físico.
Esses quatro tratamentos são um bom critério para avaliar qualquer WMS: pergunte como ele reage quando o produto não está onde deveria.
O coletor é o ponto em que o WMS encontra o chão do armazém. É o dispositivo, ou o app em um aparelho móvel, com que o operador lê códigos de barras e confirma cada tarefa. A leitura pode ser do endereço, do produto (EAN) ou da caixa (DUN), e alguns armazéns usam RFID no lugar do código de barras.
Cada confirmação atualiza o saldo na hora. Isso muda a gestão de duas formas:
No WMS da Mobiis, por exemplo, a tela de separação reúne em um único bloco o progresso de picking e packing, os valores totais, realizados e pendentes, as rupturas, o reabastecimento e as datas da carga, e permite comparar várias cargas sem abrir cada uma.
O WMS não trabalha sozinho, e as siglas ao redor dele costumam gerar confusão. A forma mais simples de separá-las é perguntar qual decisão cada sistema toma. A Logistics Viewpoints propõe exatamente isso: cada decisão deve ter um dono.
Na prática, o WMS fica no centro: recebe os pedidos do ERP, devolve o estoque atualizado, entrega a carga pronta ao transporte, que depende do pátio e da doca para sair no horário.
Faz sentido ter um WMS quando o controle manual deixa de acompanhar o tamanho da operação. Alguns sinais costumam aparecer antes de o problema ficar caro:
O contrário também vale. Um armazém pequeno, com poucos itens e poucos pedidos por dia, pode funcionar bem com o estoque do ERP e boas rotinas de contagem. O WMS compensa quando a complexidade do endereçamento, dos lotes e da separação passa a custar mais do que o sistema.
Ao avaliar uma solução, vale olhar como ela se integra ao ERP, se funciona no coletor que o time vai usar e como trata as exceções da seção anterior. A Mobiis desenvolve um WMS para gestão de armazém que conecta o armazém ao transporte e às entregas. Se quiser ver como ele se encaixa na sua operação, conheça a solução.
WMS significa Warehouse Management System, em português sistema de gerenciamento de armazém. É o software que controla a localização do estoque e as tarefas do armazém, do recebimento à expedição.
O ERP gerencia o negócio como um todo, incluindo pedidos, fiscal e financeiro, e sabe quanto há de cada produto. O WMS gerencia a operação física do armazém e sabe onde cada item está, de qual lote e quem deve movê-lo. Os dois se integram e trocam informações.
Não. O WMS gerencia estoque e processos, o WES coordena o trabalho e os recursos quase em tempo real e o WCS controla os equipamentos de movimentação. Muitos armazéns usam apenas o WMS, e as camadas WES e WCS entram onde a operação precisa delas.
Endereçamento é a identificação de cada posição física do armazém por um código, normalmente combinando rua, prédio, nível e posição. Com isso, o sistema sabe exatamente onde cada produto, lote e validade está guardado e indica ao operador para onde ir.
Não. Operações pequenas, com poucos itens e poucos pedidos, podem funcionar com o estoque do ERP e rotinas de contagem. O WMS passa a fazer sentido quando há divergência frequente de estoque, erros de separação, necessidade de rastrear lotes ou crescimento de volume.
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